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    December 26

    Quem foi Thanatos???

     

    thanatos8 

     

    Na Grécia Antiga, em sua mitologia, entende-se que Tânatos (Thanatos), filho de  Nix (noite) e Érebro (escuridão do mundo inferior) era irmão gêmeo de Hípnos.
     
    Thanatos era a personificação da morte, que nascido em 21 de agosto, tinha essa data como o dia preferido para arrebatar as vidas enquanto Hípnos era a personificação do sono.
     
    Os irmãos gêmeos habitavam os Campos Elíseos (País de Hades, o lugar do mundo subterrâneo).
     
    Segundo Homero, o deus Hipnos vivia em Lemmos e casou-se com Grácia Paitea que lhe fora concedida por Hera, em troca de seus serviços realizados. Hípinos era representado em foma humana e se transforma em ave antes de dormir. Também aparece representado na imagem de um jovem com asas que toca uma flauta cuja melodia faz os homens dormir e ao se locomover, deixa atrás de si, um rastro de névoa.
     
    Thanatos era representado por uma nuvem prateada que arrebatava a vida dos mortais. Também foi representado por homem de cabelos e olhos prateados. Seu papel na mitologia grega é acompanhado por Hades, o deus do mundo inferior.
     
    Thanatos é um personagem que aparece em inúmeros mitos e lendas, assim como a parece na história de Sísifo e do rei Midas, que por serem as mais importantes se dispersaram com maior facilidade.
     
    THANATOS NA HISTÓRIA DE SÍSIFO
     
    Uma grande ave sobrevoou os céus de Ephyra, uma cidade que veio a se chamar Corinto mais tarde. Depois de um mergulho vertiginoso a águia se foi levando em suas garras fortes, a jovem Egina.
     
    Sísifo, o rei de Ephyra a reconheceu e interpretou a águia como mais uma das metamorfoses de Zeus, o deus dos deuses, que tinha por hábito transformar-se em animal para procriar com as mortais.
     
    Asopo, o deus-rio, lhe perguntou sobre o destino que teria levado a filha e Sísifo, famoso por sua astúcia e maestria em truques, propôs ao velho deus-rio preocupado com sua filha, que lhe daria todas as informações, mas em troca, queria uma fonte de água na cidade de Ephyra.
     
    Fecharam o acordo e depois de feito a fonte, que recebeu o nome de Pirene e foi consagrada às Musas, Sísifo lhe deu todas as informações sobre Egina.
     
    Com isso Sísifo despertou o ódio de Zeus e Thanatos foi designado para levar o rei ao mundo dos mortos.
     
    Sísifo com toda a sua maestria em truques elogiou Sísifo por sua irresistivel beleza, tocando-lhe todas as vaidades e ofertou-lhe um colar para enfeitar seu pescoço.
     
    Depois de colocado o colar, este serviu a Sísifo como coleira com a qual aprisionou o jovem Thanatos.
     
    Assim o grandioso rei Sísifo manteve a morte aprisionada, evitando que qualquer pessoa ou ser vivo viesse a morrer.
     
    Não recebendo mais almas em seu reino, Hades, o deus dos mortos e Ares o deus das guerras que precisava da morte para findar as batalhas manifestaram-se quanto ao aprisionamento de Thanatos por um mortal.
     
    Hades libertou Thanatos, ordenando-lhe que lhe trouxesse o rei Sísifo para o mundo  dos mortos.
     
    Segundo a lenda, Sísifo morreu de velhice.
     
    THANATOS NA HISTÓRIA DO REI MIDAS
     
    O filho de Zeus, Dionísio (para os gregos) ou Baco (para os romanos), ao reaver Seleno, seu pai e mestre, que fora salvo por Midas depois de ter se perdido, concedeu-lhe um dom (que mais pode ser encarado com uma maldição), transformar em ouro tudo o que tocasse.
     
    Midas já estava sendo levado por Thanatos (morrendo), quando o herói Héracles (Hércules) é recebido em seu palácio e expulsa o deus da morte para fora do castelo.
     
    Opondo-se a Thanatos que representa a morte, o termo final da existênica de todos os mortais, aqueles que não escapam à sua visita cedo ou tarde, encontramos Eros, o deus do amor, que promove as paixões e provoca a vida.
     
    Atualmente dá-se o nome de Tanatoloiga à ciencia se ocupa da morte e dos problemas médico-legal relacionados com a medicina legal.


    December 24

    Narciso

    narciso
     
    CONTRANARCISO

    em mim eu vejo o outro
    e outro
    e outro
    enfim dezenas
    trens passando
    vagões cheios de gente
    centenas
     
    o outro
    que há em mim
    é você; você
    e você,

    assim como
    eu estou em você,
    eu estou nele,
    em nós,

    e só quando
    estamos em nós,
    estamos em paz

    mesmo que estejamos a sós

    LEMINSKI, 1983. P. 12


    CONSIDERAÇÕES FILÓFICAS SOBRE O MITO DE NARCISO FUNDAMENTALNO POEMA DE LEMINSKI

    Somos um laberinto que compõe um universo interior, porém, não podemos viver dentro do nosso próprio ser, em busca das nossas próprias realizações. Este universo inerior é alucinantemente encantador, mas se nele mergulhar-mos de forma iconciente corremos o risco de não mais voltar à realidade vivida dentro de uma sociedade composta por outros inúmeros seres que também são outros importantes universos.

    Se este mergulho for intenso (como o de Narciso em seu reflexo), não encontraremos o "outro" que há dentro de nós, pois este se desdobra em muitas outras máscaras (personas) visíveis e invisíveis, reais e irreais, que jamais se reunirão em uma única face, o que nos leva a concluir que o contraditório é inerente ao ser humano.

    Perdidos dentro de nosso próprio "reflexo" e querendo descobrir quem somos de "fato", desperdiçamos o tempo valioso de nossas vidas, o qual deveria ser dedicado na busca dos universos que nos cercam (as outras pessoas que compõem a nossa sociedade), pois somente o nosso próximo tem a capacidade de refletir a nossa verdadeira imagem e revelar quem realmente somos.


    Cleide
    Valla

    Nome = Narcissus ou narciso.
    Origem do nome = Origem na personagem mitológica Narciso
    Gênero = Familia Amaryllidaceae
    Cores = Flores amarelas e brancas.
    Origem = Mediterrâneo, e Ásia centrarl e China Continental.
    Cultivo = São cultivadas para ornamento e difundidas nos Estados Unidos, Canadá e Argentina.
    Costume = Solo húmedo e perto de lagoas.
    Florescimento = Princípio da primavera.
    Forma = Seis pétalas com funil central, contendo estamina e estígma.
    Sobre o mito = O caule inclina-se deforma que a flor fique virada virada para baixo como se olhasse para o chão, pois quando a personagem mitológica admirava seu reflexo no espelho d'agua, foi transformado em flor.Simbologia = Comparado com a transformação da vaidade e auto-centrismo na humildade de um ser mais individuado e espiritual.
    Tipos de flores = Mais de 500 tipos catalogados.